Gone baby gone

Bensé

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Porque as suas brincadeiras de criança, o seu arzinho inocente Parce que tes jeux d'enfant, ton petit air innocent Lentamente se apagam Lentement s'effacent Porque a sua pele de antes já me faz tanta falta Parce que ta peau d'avant me manque déjà tellement Quando te beijo Quand je t'embrasse Tenho medo do tempo que passa J'ai peur du temps qui passe Tenho medo do tempo que passa J'ai peur du temps qui passe

Porque eu também amo Parce que moi j'aime aussi Uma flor em sursis, que tudo ameaça Une fleur en sursis que tout menace Amo os seus passos na noite J'aime tes pas dans la nuit O seu cheiro quando me diz em voz baixa Ton odeur quand tu me dis à voix basse Tenho medo do tempo que passa J'ai peur du temps qui passe Tenho medo do tempo que passa J'ai peur du temps qui passe

Porque no fundo dos seus olhos Parce qu'au fond de tes yeux Eu sou o seu rei, sou o seu Deus, sou o seu atlas Je suis ton roi, je suis ton dieu, je suis ton atlas Mas logo, quando quiseres Mais bientôt quand tu veux Colocarás entre nós dois palavras-passe Tu mettras entre nous deux des mots de passe Tenho medo do tempo que passa J'ai peur du temps qui passe Tenho medo do tempo que passa J'ai peur du temps qui passe

E porque numa manhã de verão, no café da manhã Et parce qu'un matin d'été au petit déjeuner Da minha filha não haverá nem rastro De ma fille plus une trace Uma mulher, uma mulher à minha frente Une femme, une femme en face E porque numa noite de outono Et parce qu'un soir d'automne Eu te direi: Telefona-nos quando passares por aqui Je te dirais téléphone, nous quand tu passes Depois te beijarei: Bobinha Puis je t'embrasserai petite conne E colocarei a sua touca no lugar Et je remettrai ton bonnet en place

Porque numa manhã de outono Parce qu'un matin d'automne Não haverá mais ninguém, apenas o espaço Il n'y aura plus personne, plus que l'espace Corredores que ecoam, gargalhadas Des couloirs qui résonnent, des fous rires Fantasmas que passam Des fantômes qui passent

Gargalhadas que ecoam, um quarto abandonado Des fous rires qui résonnent, une chambre abandonnée Notícias dadas no ano novo Des nouvelles données pour la nouvelle année Desenhos rabiscados, sereias de pônei Des dessins griffonnés, des sirènes de poney Bonecas mudas em caixas que a gente doa Des poupées aphones dans des cartons qu'on donne Mais ninguém, mais ninguém Plus personne, plus personne Mais ninguém, se foi, bebê, se foi Plus personne, gone baby gone

Gargalhadas que ecoam no quarto abandonado Des fous rires qui résonnent dans la chambre abandonnée Notícias dadas no ano novo Des nouvelles données pour la nouvelle année Desenhos rabiscados, sereias de pônei Des dessins griffonnés, des sirènes de poney Bonecas mudas em caixas que a gente doa Des poupées aphones dans des cartons qu'on donne Silhuetas tateadas, mãos que tateiam Des silhouettes tâtonnées, des mains qui tâtonnent Fotos de recém-nascidos, se foi, bebê, se foi Des photos de nouveaux-nés, gone baby gone Mais ninguém, mais ninguém Plus personne, plus personne

Mais ninguém, mais ninguém Plus personne, plus personne Mais ninguém, se foi, bebê, se foi Plus personne, gone baby gone

Informações da música

Composição: Julien Bensé

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