Vidro Côncavo

Carlos Mendes

Continua depois do anúncio

Tenho sofrido poesia
como quem anda no mar.
Um enjoo.
Uma agonia.
Saber a sal.
Maresia.
Vidro côncavo a boiar

Dói esta corda vibrante
A corda que o barco prende
à fria argola do cais
Se uma onda que a levante
vem logo outra que a distende.
Não tem descanso jamais.

Informações da música

Composição: António Gedeão

Essa informação está errada?

Enviar revisão