Na casa velha que o progresso ameaça
Restam os vultos de meus dias ternos
Meu rosto jovem dorme na vidraça
Nas noites vastas desses meus invernos
No poço fundo que guardei as sedes
Vi tardes mornas a pedir janelas
Fiquei aos poucos dentre estas paredes
Por minha sombra que timbrou-se nelas
Na casa velha que o progresso ameaça
Restam os vultos de meus dias ternos
Meu rosto jovem dorme na vidraça
Nas noites vastas desses meus invernos
No poço fundo que guardei as sedes
Vi tardes mornas a pedir janelas
Fiquei aos poucos dentre estas paredes
Por minha sombra que timbrou-se nelas
A solidão é que entristece a casa
Vai-se a mobília procurando preço
Os homens partem como quem tem asas
E mesmo as cartas mudam de endereço
A solidão é que entristece a casa
Vai-se a mobília procurando preço
Os homens partem como quem tem asas
E mesmo as cartas mudam de endereço
As altas portas
A soprar os ventos
Nessas lembranças
Que a saudade abrasa
Fazem pensar
Em tantos sentimentos
Que são humanas
Essas velhas casas
A solidão é que entristece a casa
Vai-se a mobília procurando preço
Os homens partem como quem tem asas
E mesmo as cartas mudam de endereço
A solidão é que entristece a casa
Vai-se a mobília procurando preço
Os homens partem como quem tem asas
E mesmo as cartas mudam de endereço
As altas portas
A soprar os ventos
Nessas lembranças
Que a saudade abrasa
Fazem pensar
Em tantos sentimentos
Que são humanas
Essas velhas casas
Que são humanas
Essas velhas casas
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