A E7 Vinha o sol de bico aberto no canto de um galo novoA E a manhã fazendo pouso lá por detrás do capãoE7 A indiada apertando a cincha, num bate-bate de argolasA E um choro fino de esporas, como clarim do galpão.E7 Eguada de cria ao pé, com sereno no topeteA Que clareou costeando o brete, talvez pressentindo o chãoE7 Cada tordilha mais linda, umas chucras, outras mansasBm E7 E um cusco que é das confianças pra lidar com a criaçãoA E um cusco que é das confianças pra lidar com a criação.Refrão:A "Num grito de abre a porteira tropilha se esparramandoE7 A potrada se trompando contra as éguas na saídaBm E7 Mais lembrava um olho d`agua , que da terra ia surgindoA E serpenteava sumindo, por entre a várzea comprida."A E7 No lombo de um zaíno louco, sestroso e passarinheiroA Um campeiro abria o peito, entre a poeira e o tropelE7 Até previa o momento que o maula fosse sentandoA Renegando de um zurrilho, que a dias se foi pro céu.E7 Um cincerro no pescoço, num costado musicalA De uma gateada cardal, madrinha por experiência.E7 O capataz bem de longe, num bico branco calçadoBm E7 Parecia um delegado, nos setembros da querênciaA Parecia um delegado, nos setembros da querência.A Talvez tivesse na idéia, mirando campo e estradaE7 De soltar essa gateada na frente de uma tropilhaBm E7 Pra invernar n`algum rincão, os tubunas do poderA Que fazem o povo sofrer, taperando estas coxilhas.
Gateada Madrinha
Luiz Marenco
- A
- Bm
- E7
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