[Intro] (B F# B) F# B F# B
F# B F# B
F#
Recorro campo sozinho
B
Nem carculo a quanto tempo
F#
Quando em quando um assoviozinho
B
Se vai perdido no vento
F#
Quietude nestas jornadas
B
E a alma não se machuca
F#
As vozes das invernadas
B
Sem silêncio, não se escuta
F#
O arroio canta pra pedra
B
Pra noite o grilo nochero
F#
O arado fala com a verga
B
E a estrela com o caborteiro
F#
Campo tem voz de porteira
B
De retoço da manada
F#
Tem vento que chama poeira
B
E o mormaço, a manga d’agua
B7 E
Chuva no poço da sanga
B
Rufar de pala de seda
G#m F#
Canta o sabiá pra pitanga
B
E o angico pra labareda
B7 E
É lindo o ranger do arreio
B
No escurão da noite cega
G#m F#
(E o vento sul de floreios
B
No encordoado das macegas) bis
[Intro] B F# B F# B F# B
F# B F# B
F#
Quieto, cruzando o potreiro
B
Quando a manhã se perfila
F#
Passo escutando o barreiro
B
Saudando um rancho de argila
F#
Guabiju!... Ariticum!
B
Range o rodado e se foi
F#
A voz do homem comum
B
É o tempo chamando o boi
F#
Tropel em várzea encharcada
B
Mareta beijando a taipa
F#
Na aragem da madrugada
B
Cruza um sussurro de gaita
[Intro] B F# B F# B F# B
F# B F# B
F#
"Com esse assovio antigo
E os cascos sonando o pasto
B
Meu mundo fala comigo
F#
Pelos fundões donde eu passo
B
Não pense que eu sou sozinho
F#
Que são tristes os dias meus
Ouço juras e carinhos
B
Desses campos de meu Deus"
B7 A
Recorro os campos solito
B
Nem “carculo” há quanto tempo
G#m F#
Quando em quando um assoviozito
B
Se vai perdido no vento
B7 A
Quietude nestas jornadas
B
E a alma não se machuca
G#m F#
(As vozes das invernadas
B
Sem silêncio, não se escuta) bis
[fim] B F# B F# B
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