Minha floresta é densa Minha cabeça ela pensa, e pensa Mas no caminho eu vejo flores E vou aprendendo a gostar de novas cores Minhas dores lá de dentro observam em silêncio Longe do espaço e do tempo Formiga no vento Minha floresta é bonita Uma brisa leve ela já se agita Tenho histórias de dilúvios e queimadas Mas o que seria do mundo sem o fogo e sem a água? Não seria nada E as tragédias abriram caminhos Que caso contrário eu não ousaria percorrer Eu descubro cachoeiras encantadas E o sussurro das águas revelam verdades profundas do ser Não sei Tudo que começa um dia acaba, um dia muda E isso as vezes me conforta E isso as vezes me assusta Mas se a vida é uma criança, quem sou eu pra ser adulta? O homem sério sofre Porque o homem sério escuta Os ruídos que chamam palavras, são tão limitadas Seria impossível descrever Mas são elas que fazem poesia e a arte é divina Por isso eu insisto em escrever E quem sabe eu abra alguns olhos Desperto alguns magos no mundo, esse sábio e sagaz E até poupo alguma criança, vazia de esperança, de ter que crescer sem conhecer a paz E as tragédias abriram caminhos Que caso contrário eu não ousaria percorrer Eu descubro cachoeiras encantadas E o sussurro das águas revelam verdades profundas do ser Não sei E nascer e morrer E nascer E nascer E nascer E nascer E nascer Então finalmente entender