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Como pode um rio que anda dentro da gente, parar?
Mistérios que a gente explica quando sabe imaginar!
Nasci à beira de um rio, fui guri em suas margens
Levando barcos de sonhos por fantasiosas viagens!

Fui pescador, fui balseiro, marinheiro e capitão
Fui tudo e fui mais um pouco no meu reino de invenções!
Contrabandeei de mentira em noites que imaginei
Bolacha, azeite e farinha, cruzadas fora de lei!

O rio real ficou longe e eu longe desde que vim
Mas meu rio de infância e sonhos não Morreu dentro de mim!
Como pode um rio que anda dentro da gente, parar?
Pra quem teve um rio na infância nem carece de explicar!

Informações da música

Composição: Silva Rillo e Pedro Ortaca

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