Depois da Travessia do Araguaia

Sulino e Amarito

  • C
  • Em
  • F
  • G
Tom:
C G A boiada do Araguaia Logo após a travessia
F G Parou pra fazer pousada
C Porque já escurecia
F Naquele ermo deserto
G C Só céu e mato existia Morava uma pintada Terror da selva bravia
G Quando essa fera miava
F Tudo ali silenciava
Em C Sertão inteiro tremia
C Moídos pelo cansaço Da luta daquele dia
G Naquela noite soturna
C Enquanto o fogo ardia
F Deitados sobre os baixeiros
G C A pionada dormia Somente um urutau
O silêncio interrompia
G F De vez em quando gritando
G Parece que anunciando
C O perigo que surgia
C A noite já ia alta Já era quase madrugada
F G A boiada remoía
C Lá na beira da aguada
F Ouvindo o mugir do gado
G A fera esfaimada
Em C Naquele andar de felino Veio vindo de emboscada
G O cheiro da carne humana
F Aquela fera tirana
G C Foi atacar a pionada
C Aquele pobre boi velho Que nas águas foi jogado
G Conseguiu sair com vida
C Antes de ser devorado
F Pra se juntar a boiada
G C Com o corpo retalhado Ele ia caminhando Passo a passo bem cansado
G Andando com lentidão
F Chegou na hora que os pião
G C Já iam ser atacado
C Defendendo a pionada Que acordou espavorida
G Aquele pobre boi velho Com o corpo todo em ferida
F G Morreu lutando com a fera
C Que por ele foi vencida Disse o moço ponteiro Com a alma comovida
G Foi quem não valia nada
F Que salvou toda a boiada
C E também a nossa vida
Informações da música

Composição: Sulino

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