[Primeira Parte]D A Recebi um chasque faz algum tempoD Vindo das bandas da EncruzilhadaA Por la teria uma égua tostadaD Solta no campo por ser aporreadaA E o seu dono, um rico estancieiroD Pra um bom ginete dava uma invernadaA Se botasse as garras, subisse pra o lomboD Domasse aquela potra endiabrada Eu sou ginete deste meu Rio GrandeG Nao acredito em alma penadaA D Saltei no lombo do meu pingo baioA D E fui a procura da égua famada [Segunda Parte]D A Cheguei na estancia era manha cedoD O dia ainda estava clareandoA La no galpão junto ao pai-de-fogoD A peonada estava chimarreandoA Pedi licença e me apresenteiD E a todos eles eu ja fui saudandoA Tomei uns mates e logo endagueiD Pelo patrão que estava desafiando Ja apresentou-se um senhor sisudoG Nao sou gaucho de andar inventandoA D Se tens coragem pra o desafioA D Eu trago a tostada, vai se preparando [Terceira Parte]D A Ha muito custo de toda peonadaD Aquela tostada se foi pra mangueiraA Ja fui pealando e botando o bucalD E abotoando naquela tronqueiraA Botei a xerga e agarrei a crinaD E ja montei no estilo da fronteiraA Olhei pro campo e prendi o gritoD Podem abrir no mais, essa porteira Saltou berrando, saiu corcoveandoG Mas não ligo pra gueixa matreiraA D Esta e mas uma como tantas outrasA D Se eu não amanso se vai pra graxeira [Quarta Parte]D A No outro dia eu voltei a estanciaD Fui esbarrando junto ao galpãoA Boleei a perna da égua tostadaD Deixei a redea caída no chaoA La da janela uma prenda faceiraD A flor mais linda daquele rincãoA Me deu uma olhada e acenou sorrindoD Flor camponesa, filha do patrão Hoje eu resido em EncruzilhadaG Sou capataz da estância do PontãoA D Não ando mais como gato em taperaA D E aquela prenda tem meu coração
Egua Tostada
Walther Morais
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