O Silêncio e a Campereada

Luiz Marenco

Composição de: André Teixeira / Letra / Melodia / Ricardo Comassetto / Sergio Carvalho Pereira
tom: B Afinação: E A D G B E
[Intro] (B  F#  B) F#  B  F#  B
        F#  B  F#  B

                F#
Recorro campo sozinho
                       B
Nem carculo a quanto tempo
                           F#
Quando em quando um assoviozinho
                    B
Se vai perdido no vento

                    F#
Quietude nestas jornadas
                    B
E a alma não se machuca
                  F#
As vozes das invernadas
                        B
Sem silêncio, não se escuta

           F#
O arroio canta pra pedra
              B
Pra noite o grilo nochero
           F#
O arado fala com a verga
                     B
E a estrela com o caborteiro

                    F#
Campo tem voz de porteira
          B
De retoço da manada
               F#
Tem vento que chama poeira
               B
E o mormaço, a manga d’agua

           B7       E
Chuva no poço da sanga
                   B
Rufar de pala de seda
    G#m               F#
Canta o sabiá pra pitanga
                    B
E o angico pra labareda

             B7         E
É lindo o ranger do arreio
                      B
No escurão da noite cega
    G#m               F#
(E o vento sul de floreios
                      B
No encordoado das macegas) bis

[Intro] B  F#  B  F#  B  F#  B
        F#  B  F#  B
                                     F#
Quieto, cruzando o potreiro
                      B
Quando a manhã se perfila
                      F#
Passo escutando o barreiro
                         B
Saudando um rancho de argila

               F#
Guabiju!... Ariticum!
                     B
Range o rodado e se foi
                F#
A voz do homem comum
                B
É o tempo chamando o boi

             F#
Tropel em várzea encharcada
             B
Mareta beijando a taipa
              F#
Na aragem da madrugada
               B
Cruza um sussurro de gaita

[Intro] B  F#  B  F#  B  F#  B
        F#  B  F#  B
                                   F#
"Com esse assovio antigo

E os cascos sonando o pasto
      B
Meu mundo fala comigo
                         F#
Pelos fundões donde eu passo
                        B
Não pense que eu sou sozinho
                            F#
Que são tristes os dias meus

Ouço juras e carinhos
                     B
Desses campos de meu Deus"

             B7      A
Recorro os campos solito
                         B
Nem “carculo” há quanto tempo
           G#m            F#
Quando em quando um assoviozito
                    B
Se vai perdido no vento

           B7      A
Quietude nestas jornadas
                   B
E a alma não se machuca
     G#m           F#
(As vozes das invernadas
                        B
Sem silêncio, não se escuta) bis

[fim] B F# B F# B
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