Olho de peixe
Levou na mão grande
Palavra vazia
Planeta de barro
Num cartão postal
Da praça central
Terreno mutante
Do acaso criado
Mambembe, certeiro
Da grande angular
No curral do samba
Do mais alto morro gritou!
Passarela pavil
Ciência de rua
A bola rola no asfalto
E o corpo é de barro
Poeira do morro
Rolando a ladeira
A bola rola no asfalto
E o corpo é de barro
A bola na linha
Na mira do drible
A bola rola no asfalto
E o corpo é de barro
Teu corpo zoando
Rolando a ladeira
Corpo de barro, corpo de barro
As setas no asfalto confundirão
Cao, cao, cao, cao
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