No meu exílio de campo, perdido pelas lonjuras,
Escuto a voz do silêncio, quando, no vento ele canta...
Eu canto junto com ele pra destilar a amargura
Da lágrima que carrego guardada em minha garganta!
Ela se mostra em meu canto porque, saudosa, recorda
Um tempo que foi ficando junto às carretas e aos bois...
Lembra das tropas de antanho que pelo peso da engorda
Iam tão lerdas na estrada sem nem saber do depois!
(Lágrima que é sentimento, rio que transborda do leito,
Chama que nunca adormece e pelo pago se encanta...
Muitos a trazem nos olhos, outros a levam no peito,
Eu tenho a lágrima viva pulsando em minha garganta!)
Lágrima de alma gaúcha, retemperada aos rigores,
Chuvas e sóis que, com o tempo, vão se timbrando na gente...
Vai essa vida andarilha perdida nos corredores,
E a lágrima na garganta, que nunca seca a vertente!
Meu canto é feito de lua, de cantilena de espora,
Da luz da estrela boieira, que pelo céu se levanta...
Porque essa lágrima velha que nunca mais se evapora
Feita de sal e poesia, já me nasceu na garganta!
(Lágrima que é sentimento, rio que transborda do leito,
Chama que nunca adormece e pelo pago se encanta...
Muitos a trazem nos olhos, outros a levam no peito,
Eu tenho a lágrima viva pulsando em minha garganta!)
Mais de 15 cursos com aulas exclusivas, materiais didáticos e exercícios por R$49,90/mês.
Tenha acesso a benefícios exclusivos no App e no Site
Chega de anúncios
Mais recursos no app do Afinador
Atendimento Prioritário
Aumente seu limite de lista
Ajude a produzir mais conteúdo
Enquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClubEnquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClubEnquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClubEnquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClubEnquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClub